Museu da República: Seminário Memória e Justiça

imagem Seminário Memória e Justiça_MR

PARTICIPANTES

BELISÁRIO DOS SANTOS JÚNIOR é advogado e a partir de 1969 destacou-se como defensor de perseguidos políticos. Tem tido intensa participação em organizações de defesa de Direitos Humanos: a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, desde 1982; a Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, entre 1985 e 1990; a Associação de Advogados Latino-Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos, da qual foi Presidente e está ligado desde 1980. Foi Secretário da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, em 1995, e Secretário daJustiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo de 1995 a 2000. Foi membro do Conselho Penitenciário do Estado, de 1990 a 1994. Atualmente preside a Comissão Especial para Indenização de Presos Políticos Torturados e desde 2003 faz parte da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos da SEHU/PR. Também é membro da Comissão Internacional de Juristas.

CONOR FOLEY é consultor em direitos humanos e ajuda humanitária e trabalhou em diversas zonas de conflito. Foi responsável pelos trabalhos da Anistia Internacional do Reino Unido com relação à impunidade durante o caso Pinochet; passou um ano em Kosovo trabalhando para o ACNUR. Escreveu vários livros, entre eles Combate à tortura: Manual para magistrados e membros do Ministério Público. Sua obra mais recente, The Thin Blue Line: how humanitarianism went to war trata dos desafios enfrentados pela justiça internacional e intervenções humanitárias. Trabalha com a ONG Open Society em um programa internacional de acesso à justiça que inclui o Brasil. Redige uma coluna para o jornal inglês The Guardian.

DUANE KROHNKE é professor da Faculdade de Direito da Universidade Minnesota, onde ensina Direitos Humanos Internacionais. Nos últimos 20 anos tem trabalhado como advogado pro bono para pessoas que buscam asilo nos Estados Unidos vindas de El Salvador, Colômbia, Afeganistão, Somália e Burma. Desde 2004 é um dos organizadores da Aliança da Corte Internacional Criminal do Estado de Minnesota. O interesse pela defesa dos direitos humanos foi despertado quando advogou para as Igrejas Luterana Americana e Presbiteriana, que processaram o Governo dos Estados Unidos por espionar igrejas que protegiam pessoas de El Salvador e Guatemala. O Serviço de Imigração infiltrava agentes em cultos e as igrejas acusaram o Governo de violar o direito ao livre exercício da religião. O Governo perdeu a causa, e Duane Krohnke continuou trabalhando voluntariamente em benefício de perseguidos por razões políticas, religiosas ou raciais. Ele é um Elder da Igreja Presbiteriana de Minneapolis e coordena o Comitê de Parcerias Globais, que monta seminários e projetos sociais na Bahia, Cuba e Camarões.

DULCE CHAVES PANDOLFI é professora do Centro de Pesquisas e Documentação da Fundação Getulio Vargas -CPDOC- e diretora do Instituto Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais- Ibase. Lecionou Sociologia e Ciência Política no Conjunto Universitário Cândido Mendes e na PontifíciaUniversidade Católica – Puc-Rio. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, é mestre em Ciência Política pelo IUPERJ e doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. É autora e organizadora de diversos livros, entre eles Camaradas e Companheiros: memória e história do PCB; Cidadania, Justiça e Violência e A Favela Fala.

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES é pesquisador e professor do IUPERJ e atualmente se dedica à pesquisa sobre mortes violentas, sobretudo homicídios e os desaparecimentos de pessoas, assim como as deficiências metodológicas da Sociologia e da Ciência Política no Brasil. É Mestre em Direito Comparado (Tulane University) e Doutor em Sociologia (Washington University). Publicou numerosos artigos e livros, entre os quais os mais recentes são: As Vítimas Ocultas (com Dayse Miranda e Doriam Borges) e Não Matarás.

GUSTAVO SÉNÉCHAL DE GOFFREDO é professor de Direito Internacional Público na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestre em Direito (PUC-Rio) e Doutor em Direito Internacional e da Integração (UERJ). Tem se dedicado ao estudo do Direito Internacional Humanitário e do Direito Internacional dos Direitos Humanos.

IGNACIO CANO é doutor em Sociologia pela Universidade Complutense de Madrid (1991). Trabalhou com direitos humanos e atenção a populações em áreas de guerra em El Salvador, de 1991 a 1993; como pesquisador da Universidade Centroamericana, e como membro da Comisión de la Verdad de las Naciones Unidas para El Salvador. Fez pós-doutorado nas universidades de Surrey (Michigan), do Arizona (avaliação de programas sociais e análise de dados), Lancaster (Reino Unido), (estatística espacial aplicada a dados criminais). Desde 1996 trabalha no Brasil com violência, segurança pública, direitos humanos e educação. Foi pesquisador do Instituto de Estudos da Religião e professor na Universidade Federal Fluminense e na Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é professor na UERJ e vice-coordenador do Laboratório de Análise da Violência da mesma universidade. Nos últimos anos trabalha como consultor e avaliador de projetos de segurança pública no Brasil e países da América Latina.

JOSÉ MARÍA GÓMEZ é doutor em Ciência Política pela Université Catholique de Louvain (Bélgica). Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – Departamento de Direito e Instituto de Relações Internacionais – e professor titular da UFRJ – Departamento de Serviço Social. Tem numerosas publicações sobre populismo, regimes militares e transições para a democracia na América Latina, globalização e movimento altermundialista. Está organizando um livro sobre direitos humanos e política mundial, área de pesquisa na qual tem abordado a tendência regressiva representada pela figura de Guantánamo e demais dispositivos de vigilância e exceção, em escala global, em nome da “guerra contra o terrorismo” e processos em curso de justiça transicional nos países do Cone Sul e a luta social pelos direitos à justiça, à verdade, à memória e à reparação.

~ por costaacf em outubro 1, 2009.

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